Um moço casou-se e seu pai
doou-lhe toda fortuna que
possuía. Para que a queria?
Iria viver com os recém-casados,
compartilhar de suas,
alegrias remoçar-se com seus filhos.
Assim foi o primeiro ano. No
segundo, já era avô. Porém, seus achaques
cresciam, como também
crescia o netinho, a
ponto de chegar um
dia em que não podia andar
sem apoio.
A nora, vendo-o naquele estado,
dizia constantemente ao esposo:
"Se teu pai continua morando conosco,
eu também acabo adoecendo.
Não posso mais suportar
aborrecimentos...".
O esposo finalmente
dirigiu-se a seu pai e disse-lhe:
"Pai, é melhor que te afastes de nós.
Já fiz muito por ti. Sai e vai".
Para onde quiseres "".
Respondeu o ancião: "Filho meu,
não me expulses de tua casa! Sou".
Velho, estou enfermo e
ninguém me recolherá!
Retorquiu o ingrato:
"Não é possível. Sai porque
minha mulher assim o quer".
"Que Deus te abençoe, meu filho.
Partirei, já que assim o desejas";
Porém, ao menos me dá uma manta,
pois estou a morrer de frio."".
O esposo chamou o filhinho
e ordenou-lhe que fosse á cocheira
e desse ao avô uma manta dos
cavalos para abrigar-se. O rapazinho
foi ao estábulo com seu avô,
escolheu a melhor manta, dobrou-a pela
metade e, fazendo com que
seu avô segurasse por uma das
extremidades, começou a cortá-la!
"Que estás fazendo, netinho?
Teu pai mandou que m'a dessa inteira".
Vou queixar-me a ele ". E foi".
"Dê-lhe a manta inteira",
disse o moço ao rapazinho.
"Isso não", contestou o
rapazinho, "A outra metade quero
guardar para dar-te quando
eu for maior e expulsar-te de casa...".
***
(Autor desconhecido)
doou-lhe toda fortuna que
possuía. Para que a queria?
Iria viver com os recém-casados,
compartilhar de suas,
alegrias remoçar-se com seus filhos.
Assim foi o primeiro ano. No
segundo, já era avô. Porém, seus achaques
cresciam, como também
crescia o netinho, a
ponto de chegar um
dia em que não podia andar
sem apoio.
A nora, vendo-o naquele estado,
dizia constantemente ao esposo:
"Se teu pai continua morando conosco,
eu também acabo adoecendo.
Não posso mais suportar
aborrecimentos...".
O esposo finalmente
dirigiu-se a seu pai e disse-lhe:
"Pai, é melhor que te afastes de nós.
Já fiz muito por ti. Sai e vai".
Para onde quiseres "".
Respondeu o ancião: "Filho meu,
não me expulses de tua casa! Sou".
Velho, estou enfermo e
ninguém me recolherá!
Retorquiu o ingrato:
"Não é possível. Sai porque
minha mulher assim o quer".
"Que Deus te abençoe, meu filho.
Partirei, já que assim o desejas";
Porém, ao menos me dá uma manta,
pois estou a morrer de frio."".
O esposo chamou o filhinho
e ordenou-lhe que fosse á cocheira
e desse ao avô uma manta dos
cavalos para abrigar-se. O rapazinho
foi ao estábulo com seu avô,
escolheu a melhor manta, dobrou-a pela
metade e, fazendo com que
seu avô segurasse por uma das
extremidades, começou a cortá-la!
"Que estás fazendo, netinho?
Teu pai mandou que m'a dessa inteira".
Vou queixar-me a ele ". E foi".
"Dê-lhe a manta inteira",
disse o moço ao rapazinho.
"Isso não", contestou o
rapazinho, "A outra metade quero
guardar para dar-te quando
eu for maior e expulsar-te de casa...".
***
(Autor desconhecido)


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