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domingo, 22 de abril de 2007





Um moço casou-se e seu pai

doou-lhe toda fortuna que

possuía. Para que a queria?

Iria viver com os recém-casados,

compartilhar de suas,

alegrias remoçar-se com seus filhos.

Assim foi o primeiro ano. No

segundo, já era avô. Porém, seus achaques

cresciam, como também

crescia o netinho, a

ponto de chegar um

dia em que não podia andar

sem apoio.

A nora, vendo-o naquele estado,

dizia constantemente ao esposo:

"Se teu pai continua morando conosco,

eu também acabo adoecendo.

Não posso mais suportar

aborrecimentos...".


O esposo finalmente

dirigiu-se a seu pai e disse-lhe:

"Pai, é melhor que te afastes de nós.

Já fiz muito por ti. Sai e vai".

Para onde quiseres "".

Respondeu o ancião: "Filho meu,

não me expulses de tua casa! Sou".

Velho, estou enfermo e

ninguém me recolherá!


Retorquiu o ingrato:

"Não é possível. Sai porque

minha mulher assim o quer".

"Que Deus te abençoe, meu filho.

Partirei, já que assim o desejas";

Porém, ao menos me dá uma manta,

pois estou a morrer de frio."".

O esposo chamou o filhinho

e ordenou-lhe que fosse á cocheira

e desse ao avô uma manta dos

cavalos para abrigar-se. O rapazinho

foi ao estábulo com seu avô,

escolheu a melhor manta, dobrou-a pela

metade e, fazendo com que

seu avô segurasse por uma das

extremidades, começou a cortá-la!

"Que estás fazendo, netinho?

Teu pai mandou que m'a dessa inteira".

Vou queixar-me a ele ". E foi".

"Dê-lhe a manta inteira",

disse o moço ao rapazinho.

"Isso não", contestou o

rapazinho, "A outra metade quero

guardar para dar-te quando

eu for maior e expulsar-te de casa...".

***
(Autor desconhecido)

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