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terça-feira, 13 de março de 2007

A flor da honestidade









Conta-se que por volta do ano 250 a.c,

na China antiga, um príncipe

da região norte do país,

estava às vésperas

de ser coroado imperador,

mas, de acordo com a lei,

ele deveria se casar.

Sabendo disso,



ele resolveu fazer

uma "disputa" entre as moças,

da corte ou quem quer

que se achasse digna de sua

proposta. No dia seguinte, o

príncipe anunciou que receberia,

numa celebração especial,







todas as pretendentes e lançaria

um desafio.

Uma velha senhora,

serva do palácio há muitos anos,

ouvindo os comentários sobre os

preparativos,

sentiu uma leve tristeza,

pois sabia que sua jovem filha

nutria um sentimento de

profundo amor pelo príncipe.

A chegar em casa e relatar

o fato á jovem,

espantou-se ao saber que ela

pretendia ir à celebração,

e indagou incrédula


: Minha filha, o que você fará lá?

Estarão presentes

todas as mais belas ricas moças

da corte. Tire esta idéia

insensata da cabeça, eu sei que

você deve estar

sofrendo, mas não torne o

sofrimento uma loucura.

E a filha respondeu :

- Não, querida mãe, não estou

sofrendo e muito menos

louca, eu sei que jamais poderei

ser a escolhida, mas é

minha oportunidade de ficar pelo

menos alguns

momentos perto do príncipe, isto já

me torna feliz.

À noite,

a jovem chegou ao palácio.

Lá estavam, de fato,

todas as mais belas moças,

com as mais belas roupas,

com as mais belas jóias

e com as mais determinadas

intenções.

Então, finalmente, o

príncipe anunciou o

desafio :





- Darei a cada uma de vocês, uma

semente. Aquela que,

dentro de seis meses, me trouxer a

mais bela flor, será

escolhida minha esposa e futura

imperatriz da China. A

proposta do príncipe não fugiu às

profundas tradições

daquele povo, que valorizava muito

a especialidade de

"cultivar" algo, sejam costumes,

amizades,

relacionamentos etc.. O tempo passou

e a doce jovem,

como não tinha muita habilidade

nas artes da

jardinagem, cuidava com muita

paciência e ternura a

sua semente, pois sabia que se a

beleza da flor surgisse

na mesma extensão de seu amor, ela

não precisava se





preocupar com o resultado.

Passaram-se três

meses e nada surgiu. A jovem tudo

tentara, usara

de todos os métodos que conhecia,

mas nada

havia nascido. Dia após dia ela

percebia cada vez

mais longe o seu sonho, mas cada

vez mais

profundo o seu amor. Por fim,

os seis meses

haviam passado e nada havia

brotado. Consciente

do seu esforço e dedicação a moça

comunicou a

sua mãe que,independente das

circunstâncias

retornaria ao palácio, na data e hora

combinadas,

pois não pretendia nada além

de mais alguns

momentos na companhia

do príncipe. Na hora





marcada estava lá, com seu vaso vazio,

bem como

todas as outras pretendentes, cada uma

com uma

flor mais bela do que a outra, das mais

variadas

formas e cores. Ela estava admirada,

nunca havia

presenciado tão bela cena. Finalmente

chega o

momento esperado e o príncipe observa

cada uma

das pretendentes com muito cuidado

e atenção.

Após passar por todas, uma a uma,

ele anuncia o

resultado e indica a bela jovem como

sua futura

esposa. As pessoas presentes tiveram

as mais

inesperadas reações. Ninguém

compreendeu

porque ele havia escolhido justamente

aquela que

nada havia cultivado. Então,

calmamente o

príncipe esclareceu:




- Esta foi a única que cultivou a flor que a

tornou digna

de se tornar uma imperatriz. A flor da

honestidade, pois todas as sementes

que entreguei eram estéreis.

A honestidade é como uma flor tecida em

fios de luz,

que ilumina quem a cultiva e espalha

claridade ao redor

- Que esta nos sirva de lição e

independente de

tudo e todas as situações vergonhosas

que nos rodeiam

possamos ser luz para aqueles que

nos cercam .

Aproveitem e leiam : Ef 5.9 ( pois o fruto

da luz está

.) e Mt 5.16 (Assim resplandeça a vossa

luz diante dos homens,para...)




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